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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Página do Natal

PÁGINA DO NATAL
Emmanuel

"Luz para alumiar as nações." - Lucas, 2-32

Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens.
Resplendor sinistro transparece nos bombardeios que trazem a morte.
Reflexos radiosos surgem no lança-chamas.
Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo...

No Evangelho, porém, é diferente...

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações.
Não chegou impondo normas ou pensamento religioso.
Não interpelou governantes sobre processos políticos.
Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens.
Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida...

Fez luz no espírito eterno...

Embora tivesse o ministério endereçando aos povos do mundo, não marcou a sua presença com expressões coletivas de poder, quais exército e sacerdócio, armamentos e tribunais.
Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo.
Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem infinito...

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.
Tens suficiente luz para a marcha?
Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em vôo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento.
Se procuras o Mestre Divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?

Do livro Segue-me. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Within Temptation: Where Is The Edge

Ei você que é fã do Within como eu. Já podemos conhecer a nova música "Where Is The Edge" do novo álbum "The Unforgiving" a ser lançado em março de 2011. O vídeo foi postado pela própria banda e contem cenas do filme "Me & Mr Jones". O primeiro single sai em janeiro. Confira a música:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os bons tempos de outrora

Decidi postar o texto abaixo por concordar plenamente com ele. Muitas pessoas insistem em dizer que o mundo está cada vez pior. Errado. Existem sim, coisas horríveis que vemos no mundo de hoje, mas que antigamente era Lei e simplesmente um acontecimento normal. E você o que acha? Espero seus comentários.

OS BONS TEMPOS DE OUTRORA
Isaac Asimov Sou muito dado ao otimismo com relação à ciência e tecnologia, e, nas minhas conferências, costumo pintar uma imagem rósea do futuro, contanto, naturalmente, que os novos conhecimentos sejam usados com sabedoria (o que, devo admitir, não tem sido a norma). Nem sempre a plateia concorda comigo. Lembro-me de uma sessão de perguntas e respostas em que um jovem se levantou e contestou minha afrmação de que a tecnologia havia melhorado a qualidade de vida humana. - Você teria sido mais feliz na Grécia Antiga? - perguntei. - Teria - afrmou o rapaz, com a segurança que só os jovens parecem ter. - Como escravo? - perguntei. O rapaz se sentou sem dizer mais nada. O problema é que as pessoas recordam os “bons tempos de outrora” - uma expressão que me causa profundo desagrado - de forma extremamente parcial. Para muitos, a Grécia Antiga signifca sentar-se na ágora e bater papo com Sócrates. Roma Antiga é freqüentar o Senado e discutir política com Cícero. Eles não se lembram de que nas duas civilizações apenas uma pequena elite aristocrática se dedicava a essas atividades e a imensa maioria da população era composta de trabalhadores braçais, camponeses e escravos. É muito bonito romancear a Idade Média e sonhar em ir para a guerra usando uma armadura reluzente, mas para cada “cavaleiro andante” havia noventa e nove servos e aldeões que eram tratados pior que animais. Fico irritado com os admiradores incondicionais da América rural do século dezenove, quando tudo o que se fazia, aparentemente, era fcar sentado no quintal bebericando sidra. Além disso nos períodos de recessão não havia nenhum senso de responsabilidade social para com os desempregados; e a total inexistência de remédios eficazes, incluindo os antibióticos, fazia com que a mortalidade infantil fosse elevadíssima e a expectativa de vida muito menor que hoje em dia. Também não me deixo impressionar pelos que olham para uma mansão construída em 1907 e exclamam, com um suspiro: “Puxa, não fazem mais casas assim! Veja quantos detalhes! Veja quanto capricho!”. Perco a paciência com as pessoas que estão sempre falando dos velhos tempos, quando os artesãos tinham orgulho de sua profssão e faziam de cada objeto uma obra de arte única, enquanto que hoje em dia máquinas sem alma produzem cópias e mais cópias de artigos baratos. Vamos colocar as coisas na sua verdadeira perspectiva. Você sabe por que era possível construir lindas mansões em 1907? Porque a mão de obra era barata, de modo que você podia se dar ao luxo de contratar dezenas de empregados para construir a mansão e dezenas de criados para mantê-la funcionando. E por que a mão de obra era barata? Porque a maioria das pessoas vivia em um estado permanente de fome e miséria. O fato de que alguns podiam ter mansões estava ligado de perto ao fato de que quase todos viviam em casebres. Da mesma forma, quando os artesãos produziam laboriosamente obras de arte, essas obras eram em número muito reduzido e constituíam o privilégio de uma reduzida casta de patrícios (ou nobres, ou banqueiros); o povo tinha que se virar mesmo era com casas de pau a pique. Se as mansões são raras hoje em dia porque a população em geral vive muito melhor, fico satisfeito com isso. Se os objetos utilitários são menos artísticos para que mais pessoas possam desfrutá-los, acho que a mudança foi para melhor. Isso me torna aquele personagem terrível, um “liberal” que se preocupa com o bem estar dos pobres, e não com os yuppies? Acho que sim, mas há mais. Meu ponto de vista também é bastante prático e egoísta. Minha primeira mulher uma vez se queixou de que não conseguia encontrar alguém para ir à nossa casa uma vez por semana para fazer alguns serviços domésticos. Ela disse: - Gostaria de ter vivido há um século, quando era fácil arranjar criados. - Pois eu, não - repliquei - Porque nós seríamos os criados. Acontece que não descendo de uma longa linhagem de aristocratas, de modo que certamente não seria um dos poucos privilegiados destinados a gozar das boas coisas da vida. O mesmo é verdade para a maioria dos que recordam com saudade os “bons tempos” de outrora, mas tenho consciência disso, e eles, aparentemente, não.


Os Bons Tempos de Outrora foi publicado no primeiro número da edição Brasileira de Isaac Asimov Magazine.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Qual é o filme mais longo já feito?



O filme "Cinématon", francês, tem duração de 152 horas. Será possível ficar acordado para vê-lo por inteiro?
Quando alguém escolhe um filme para assistir, o seleciona acreditando que seja bom, que vai gostar do que verá. Porém, logicamente, existem muitos filmes ruins, e estes parecem nunca terminar. Cada segundo parece durar séculos, e a pessoa apenas torce para que o fim esteja próximo. Entre todos os que parecem demorados, qual o realmente mais longo?
Se entendermos por filme não só aqueles que passam costumeiramente no cinema, mas também documentários, filmes com poucos segundos e filmes experimentais, que chegam a passar de 8 horas... O mais longo filme já produzido é "Cinématon", filme experimental de Gerard Courant que dura 152 horas.
Sim, 152 horas. É necessário quase uma semana para assisti-lo - uma semana possui 168 horas. O filme consiste em uma série de segmentos curtos com a participação de milhares de pessoas diferentes, sem personagens - cada pessoa interpreta a si mesma - e foi filmado durante três décadas. Em festival na cidade francesa de Avignon, em novembro de 2009, o filme foi rodado por inteiro pela única vez.

Fonte: Terra

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não deixe para amanhã...

Ótimo texto de Celia Lima, me identifiquei muito com ele. Já perdi a conta de quantas vezes já deixei de fazer determinadas coisas, que poderiam ser resolvidas em 5 minutos. É um ótimo conselho para todos nós. Vale a pena ler até o final:


Você já reparou como às vezes está morrendo de pressa e nem sabe direito por que está com pressa? Parece que existe uma urgência sem fim dentro de você, que é preciso fazer tantas coisas, mas no final do dia você não fez nada a não ser cumprir com sua rotina.
O desejo de fazer o que ficou para trás é grande, a vontade de começar a fazer aquele curso fica martelando na sua cabeça, aquela limpeza no guarda-roupa é necessária, aquele programa de exercícios físicos para baixar o colesterol é urgente, marcar a consulta para o check-up também. Todos esses pensamentos ficam borbulhando em sua mente e você tem pressa porque são muitos os compromissos e pouco o tempo para cumprir todos eles. Mas...
Veja se essas situações lhes são familiares:
  • A conta que atrasou e que precisa ser paga no banco fica ali em cima da mesa, olhando pra você, pedindo "me paga! me paga!". E você desvia o olhar dela dizendo baixinho: "amanhã, hoje não dá mais tempo...".
  • Você fica navegando na internet e encontra mil assuntos interessantes e quando desliga o computador... "Puxa vida! Esqueci de me matricular naquele curso! Amanhã quando eu entrar de novo me matriculo."
  • Enquanto vai para o trabalho você lembra: "Não posso esquecer de ligar para o consultório médico."
  • Quando vai guardar as roupas na gaveta logo se apressa: "Vou ver se nesse fim de semana separo as roupas que não uso mais."
Mas a conta, a matrícula, sua consulta, as roupas vão sempre ficando para depois porque há sempre algo mais urgente ou importante a ser feito naquele momento. No fim do dia você está exausto, mas muito mais exausto com o que deixou de ser feito do que com as coisas que realmente fez. Fica aquela sensação de frustração, de incompletude.

Sensação de dever cumprido
Mas o que impede você de realizar as coisas? Será que se você fizer o que precisa ser feito vai se sentir esvaziado com "menos uma coisa" para lhe ocupar? Antes de ir um pouco mais fundo, gostaria de lembrar que experimentar a sensação de "dever cumprido" é algo muito gratificante. Você já reparou como se sente bem e fortalecido quando finalmente paga aquela conta em atraso ou quando leva aquele saco de roupas para alguma instituição de caridade? Por que não buscar essa sensação boa no dia-a-dia? Nas pequenas coisas?
Vai aqui uma dica, e se você segui-la por um dia apenas vai querer adotá-la em sua vida:
"Tudo aquilo que você sabe que vai levar menos de cinco minutos para fazer, faça na hora!" Cinco minutos não são nada! Você leva menos de três minutos para marcar uma consulta; um minuto para preencher o cheque da conta em atraso; menos de cinco para lavar aqueles pratos; 30 segundos para entrar naquele site, 4 ou 5 minutos para preencher sua matrícula... Preste atenção e verá que em menos de cinco minutos você pode fazer muitas coisas: arrumar a cama, passar uma vassoura na cozinha, pentear os cabelos da sua filha ou abraçar seu amor . E no final do dia vai experimentar aquela deliciosa sensação de dever cumprido.
Não é preciso fazer todas as coisas que estão pendentes num dia só. Uma por dia, duas talvez. Mas faça! Sem pressa. Com calma, prestando atenção em seus movimentos. Não penteie os cabelos de sua filha pensando na conta que está por pagar. Apenas penteie... esteja lá, inteiro, sem pressa. Você estará realizando! Fique com a sensação de realizar e vai ganhar ânimo e coragem para realizar outra e mais outra.

Poder de realização
E, assim, você vai se encorajando a partir para feitos mais ousados, porque começa a entrar em contato com seu poder de realização através do que lhe é mais palpável.
Indo um pouco mais longe, preste atenção e veja se por trás de todas as coisas que você quer fazer e não faz, não existe uma outra coisa, mais importante e escondida de você mesmo e para a qual você não quer olhar. Buscar a frustração nas pequenas coisas não seria um meio de camuflar uma frustração maior? Uma forma de não olhar para o que realmente você deseja, mas que não se sente suficientemente fortalecido para realizar? Um filho, um amor, talvez uma separação ou uma reconciliação...
Pense nisso e faça dos anos de sua vida, meses, semanas, dias... Você verá que em poucos minutos pode realizar grandes feitos. Aqueles que realmente vão fazer com que você se sinta pleno.
Fonte: MSN Entretenimento


:-)